Atendimento médico em Paris – a importância de contratar um seguro de viagem.

Um bom planejamento de viagens é aquele que – além de estruturar roteiros e pesquisar preços – antecipa problemas e encontra as soluções antes mesmo delas serem necessárias. É claro que quando a gente pensa nas férias, nunca fica focado nos problemas que podem (ou não) vir com elas, mas alguns merecem atenção. A saúde é o mais importante deles.

Ninguém sabe quando vai ficar doente ou precisar de atendimento médico. Um almoço que não cai muito bem, uma pisada em falso em uma esquina qualquer, um momento de desatenção no meio do trânsito desconhecido e pronto… Os dias de férias podem estar comprometidos. Para evitar maiores problemas e facilitar os processos quando algo dessa natureza ocorre é indispensável a contratação de um seguro ou assistência médica internacional antes de viagens para o exterior.

A gente sempre soube disso e durante muito tempo contamos com a assistência médica oferecida pelo cartão de crédito, até que um dia passamos por um leve perrengue em Bariloche e descobrimos que o serviço tem falhas. Lembrando do velho ditado que diz que “com saúde não se brinca”, nunca mais deixamos de contratar o serviço com empresas especializadas nesse tipo de atendimento.

Por tudo isso, não posso dizer que tenhamos dado sorte quando, há alguns meses atrás, precisei de atendimento médico em Paris. Estávamos preparados para aquela situação. Havíamos antecipado o problema e tínhamos uma solução para ele: entrar em contato com a empresa responsável pela assistência que contratamos ainda no Brasil. E assim o fizemos.

Para que todos entendam o que de fato ocorreu, vou dar um resumo rápido da situação: Tenho pedras nos rins desde os 19 anos. Já passei por algumas crises desde então, algumas mais leves e rápidas, outras mais doloridas e uma bem grave. Faço acompanhamento anual, mas quem tem o problema sabe: é impossível estar no controle da situação quando as pedras já existes. Em algum momento elas vão sair e você nunca pode precisar quando. Éis que em uma de minhas viagens para Paris, uma delas resolveu me dar um susto. Foram 24h entre o início de um leve desconforto até o momento em que ele se tornou insuportável ao ponto de me fazer procurar o atendimento médico em Paris.

Depois de tentar, sem sucesso, controlar as dores com todos os remédios possíveis – indicados pelo meu urologista (que à essa altura já estava ciente do problema aqui no Brasil) – só nos restava uma solução: ir para o hospital. O medicamento venoso era a única alternativa e perante o nível de dor que eu sentia, a realização de exames ambulatoriais era indicada. Foi nessa hora que meu marido, acionou pela primeira vez a assistência médica que havíamos contratado.

O contato foi rápido e em português. Bastou passar o número do voucher (que é emitido no momento da contratação), uma explicação rápida sobre o problema e informar os dados do hotel no qual estávamos hospedados – telefone e endereço. Cerca de 20 minutos depois a empresa retornou a ligação informando para qual hospital deveríamos ir.

Fui atendida no Hôpital Cochin – Hôpitaux Universitaires Paris Centre, cerca de 2 quilômetros do nosso hotel. O Hôpital Cochin é um hospital-escola público de Paris, coisa comum na França. Lá, só quem tem realmente muito dinheiro utiliza os serviços médicos privados e pudemos observar isso durante as horas que passamos naquele local, moradores de rua e pessoas de classe média alta dividindo a mesma atenção, o mesmo atendimento. Na recepção, um cartaz informava que embora aquele fosse um hospital público estrangeiros deveriam pagar pelas consultas e exames realizados no local. Conosco a coisa foi diferente, o hospital já havia sido contactado pela empresa de assistência médica internacional que contratamos e nada nos foi cobrado.

O primeiro atendimento foi rápido e – pasmem! – feito com ajuda de uma auxiliar de enfermagem que falava português. Tirando essa exceção, nos comunicamos em inglês durante todo o tempo em que estive ali e todos foram muito solícitos e esforçados em fazer a comunicação fluir naquela língua. Demorou um tempo até que eu fosse medicada, e um tempão até que os resultados dos exames saíssem. Já passava das 2h da manhã quando enfim saímos de lá. Meu quadro era similar ao que, aqui no Brasil, resultou na internação na UTI e a cirurgia emergencial, mas por alguma razão o procedimento adotado pelos franceses foi diferente e eu, ainda que insegura, fiquei feliz por não precisar passar por uma internação. Fui de volta para o hotel com uma pequena pilha de receitas médicas. As despesas farmacêuticas também estavam incluídas no plano de assistência que contratamos e, na volta ao Brasil, fomos reembolsados em tudo o que foi gasto em remédios.

Sabendo da possível gravidade do problema e com medo de um agravamento do quadro, decidimos que cancelaríamos o restante de nossa viagem e anteciparíamos nosso retorno ao Brasil. Entrei em contato com a companhia aérea, me certifiquei dos horários e arrumei as malas. Imaginem o tamanho da supresa e felicidade quando, ainda naquela tarde, a pedrinha que causou tanto estrago resolveu “nascer”. Rs. Rapidamente voltamos aos planos originais e o resto da viagem foi só sucesso, sem dores, incômodos ou qualquer sinal que nos remetesse ao sufoco que havíamos passado.

Foi um susto. Que teria sido milhões de vezes pior se não estivéssemos preparados e assessorados por uma empresa confiável. Apenas uma forma de nos fazer entender que cada centavo gasto na contratação de um bom seguro ou assistência saúde vale a pena. E nesse caso valeu mesmo, a despesa que teríamos somando consulta+ exames + remédios ultrapassaria bastante o valor investido no serviço.

Se antes eu já desconfiava, viver a experiência na pele me deu a certeza de que contratar um seguro saúde ou assistência médica internacional é de extrema importância para a sua viagem. Só assim você sai do Brasil tranquilo, sabendo que estará assessorado no caso de algum imprevisto.

Depois de bastante tempo rodando pelo mundo, boas e “nem tão boas” experiências, a gente aprende que imprevistos e contratempos sempre podem acontecer e que estar preparado para lidar com eles é o que garante viagens bem sucedidas. A contratação de um bom plano de assistência médica internacional é FUNDAMENTAL em qualquer viagem e – depois da compra das passagens – é sempre o primeiro passo nos meus planejamentos de viagem.

A Real Seguro Viagem é a ferramenta que usamos para encontrar o plano que mais se adequa às nossas necessidades… No banner abaixo você pode cotar e comparar planos de diversas companhias e escolher a melhor opção para sua viagem. Assim você garante mais segurança e tranquilidade para os seus dias de férias e ainda ajuda o Imagina na Viagem sem pagar nada a mais por isso! 😉

 

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